Arquivo da Categoria 'Relacionamento'

 Twitter em Marte

A sonda Phoenix da NASA que está em Marte tem um endereço Twitter:

Twitter.com/Marsphoenix

No momento já são mais de 23 mil seguidores.

 A empresa não deve temer a blogosfera, deve acompanhá-la

A força dos blogs está em possibilitar que qualquer pessoa, sem nenhum conhecimento técnico, publique suas idéias e opiniões e que outras pessoas publiquem comentários sobre o que foi escrito, criando um grande debate aberto a todos.

Antes dos blogs, a web era descrita como uma biblioteca. Os sites publicavam informações que podiam ser consultadas por qualquer pessoa com acesso a uma conexão de internet.

No cenário de hoje, não é apenas uma biblioteca, mas grande e ativa conversação global.

As conversas, idéias e opiniões que se dão neste ambiente podem se tornar virais e atingir um enorme número de pessoas em um curto espaço de tempo. Há milhões de “blogueiros†opinando sobre notícias, acontecimentos, produtos…

Estas opiniões atingem a imagem que os leitores formam sobre sua empresa e seus produtos e influenciam decisões de compra, no melhor estilo “boca-a-boca†virtual – com força e credibilidade.

Todas estas vozes podem ser encaradas como um problema ou como oportunidade. Fique atento a elas. Não as ignore porque elas não irão embora. É uma nova realidade que veio para ficar e com ela a necessidade das empresas se adaptarem.

 Minha mãe está online (do crochê ao Messenger)

Quando você pensa em avôs e avós, qual a primeira coisa que vem à cabeça? Objetos relacionados à costura (tesouras, crochê) para as mulheres e talvez dominó para os homens. Também podemos imaginar velhinhos e velhinhas em cadeiras de balanço contando como eram bons os velhos tempos.

Nada disso. No meu caso, pelo menos, quando chego em casa é sempre a mesma coisa - o meu pai e a minha mãe estão na mesa da sala, cada um com seu laptop - no MSN, no e-mail ou pesquisando sobre alguma coisa na internet.

Até minha avó ganhou um PC no dia das mães e meus primos estão dando uma força para que ela aprenda a usar a internet.

De acordo com o Emarketer, 87% dos pais de hoje já estão online. Outro dia vi uma comunidade no Orkut chamada “Minha mãe tem Orkutâ€. A minha tem e já possui mais de 400 amigos - alguns deles são meus amigos também.

Os meus pais podem até ser um pouco mais high-tech comparados com outros pais, porém estão no caminho certo. Quando mostrei a eles o MSN pela primeira vez, acharam interessante mas não deram muita importância. Mas logo adotaram e já têm muitos amigos na lista; quando faço alguma coisa errada, as broncas podem chegar também por mensagens no MSN.

Logo logo os asilos de idosos terão velhinhos jogando paciência em laptops e enviando mensagens pelo MSN para o amigo do outro lado da sala. Serão praticamente uma lan house e o crochê e o dominó não farão mais parte do conceito.

Mais detalhes no eMarketer: How Many Moms Are Online?

 O buzz marketing não faz barulho

Quando as campanhas buscam cada vez mais conceitos novos, criatividade e mais velocidade de expansão das mídias o marketing ganha mais força para atingir públicos-alvo.

Nas campanhas segmentadas, as propagandas são criadas com o intuito de que os próprios consumidores repassem aos demais as informações, com o objetivo claro de propagar o conhecimento, desejo e possibilidade de possuir o produto em suas mãos, da mesma forma que impactou o remetente da mensagem.

“Trata-se de uma das novas estratégias de marketing que encoraja indivíduos da sociedade a repassar uma mensagem de marketing para outros, criando potencial para o crescimento exponencial tanto na exposição como na influência da mensagem. Como os vírus reais, tais estratégias aproveitam o fenômeno da rápida multiplicação para levar uma mensagem a milhares e até milhões de pessoasâ€. (Esta definição é creditada a Arthur D. Little em verbete buzz marketing da Wikipedia).

O buzz marketing tem características similares ao marketing viral. Com a comodidade da internet, torna-se cada dia mais forte, rápido e atinge um público cada vez maior.

É claro que tudo isto só ocorre quando há o interesse do consumidor em mostrar, enviar, conversar e conhecer mais a fundo todos os atrativos do produto, repassando a mensagem para pessoas que, por seu conhecimento, possuem gostos parecidos e estão sempre atrás de novidades, notícias e informações sobre os mesmos tipos de produtos.

O buzz marketing não faz barulho, age de forma calma, sem muito alarde e que cativa seu público-alvo, apenas por causar curiosidade sobre um produto ou por uma prospecção muito bem feita pela empresa.

 Marketing de relacionamento ampliou com as redes

Tradicionalmente o marketing de relacionamento é visto como o contato que a empresa mantém com seus clientes, com o objetivo de novas relações comerciais.

Hoje temos um conceito mais abrangente, sempre com o mesmo objetivo. A forma de atuação é que foi ampliada pela compreensão de como as relações se estabelecem na sociedade, e, portanto, no mercado.

A nossa sociedade é constituída de uma rede de relacionamentos. Se nos isolamos, somos um bando de eremitas, cada um em seu canto tendo que produzir o que for necessário para o sustento e a saúde.

Com as empresas não é diferente. O marketing de relacionamento foi acrescido das múltiplas redes de contatos e de todos aqueles que se relacionam com a empresa.

Mas quem são as pessoas que se relacionam com a empresa e que meios podem fazer parte de uma rede de interações e influência?

  • Clientes. Os antigos, os novos e os insatisfeitos.
  • Empregados. Devem ser os primeiros a fazer comentários favoráveis em sua rede de influência. Não é endomarketing, que visa agradar o empregado para que produza melhor. É tornar o empregado uma fonte de referências positivas para a empresa e para o que ela produz.
  • Fornecedores. Também uma fonte importante de referência dentro do mercado.
  • Intermediários. Aqueles que ajudam sua empresa a ser o que é.
  • Influência. Pessoas ou entidades com atuação importante em sua área ou próxima à sua empresa.

Leia mais no Merkatus.

 A escolha do assunto no e-mail marketing

Você ultrapassou a parte mais difícil: preparou o e-mail marketing da sua marca, escolheu os destinatários e está prestes a enviá-lo. Preste atenção na parte mais importante: não erre no campo Assunto, pois é esse o fator que irá determinar se o destinatário irá ler, apagar ou ignorar o seu e-mail.

Resultados de pesquisas mostram que 35% dos usuários abrem seus e-mails de acordo com o conteúdo do assunto. Você compete com outras milhares de mensagens nas caixas de entrada para conquistar um pouco da atenção dos usuários.

  • Procure apresentar alguma coisa valiosa que instigue o usuário a ler o e-mail;
  • Escreva um assunto relevante à mensagem (se o usuário não encontrar nada relacionado no conteúdo do e-mail ele ficará frustrado);
  • Personalize com informações do usuário (nome, cidade, estado) e reforce sua marca/produto para que o usuário tenha mais confiança para clicar;
  • Faça um teste com os e-mails que você recebe: quais assuntos mais lhe atraem? Use a mesma inspiração;
  • Não use textos muito longos. Cada leitor de e-mail mostra um número de caracteres como limite, 50 é um número razoável;

Criar um bom texto como assunto faz toda a diferença nos resultados de suas ações de e-mail marketing, pois o início do relacionamento com o cliente começa com um bom assunto.

Leia mais no Webinsider: A escolha do assunto no e-mail marketing.

 Perca o cliente mas não perca a piada

Dreamhost, normalmente comunicativo e coloquial, comunica uma falha de um modo que só piorou.

Um dos serviços de web hosting que assino há alguns anos é a Dreamhost, que se tornou gigantesca no segmento e hoje em dia hospeda mais de 600 mil domínios mundialmente. Os serviços são excelentes e cumprem muito bem os contratos de SLA.

No entanto, um fato pitoresco aconteceu ontem: surgiu em meu e-mail uma mensagem solicitando a cobrança de US$ 250 extras, referentes aos custos de hospedagem. Um tanto estranho, pois já havia pago a anuidade e tal cobrança não faria sentido, visto que não excedi nenhum dos limites da conta.

A Dreamhost sempre privilegiou a transparência na comunicação aos seus clientes, inclusive mantém um blog no qual descreve as últimas novidades (boas ou más) que acontecem em seus servidores.

E lá mesmo foi oficializada a surpresa: quase todos os clientes foram cobrados indevidamente, totalizando US$ 7.5 milhões em cobranças por serviços não prestados. Muitas dessas cobranças, diretamente em contas correntes (pré-autorizadas) ou nos cartões de crédito.

Eles chegaram até a publicar o relatório do impacto na área de suporte deles, que bateu todos recorde dos últimos 10 anos em quantidade de dúvidas e reclamações de clientes:

We have a NEW SUPPORT RECORD!

dreamhost_01.jpg

Tudo isso, devido a um script de cobrança que foi rodado indevidamente. Indo aos detalhes, o responsável digitou no script datas de cobrança como “2008-12-29″, “2008-12-30″ e “2008-12-31″, ao invés de “2007-12-29″, “2007-12-30″ e “2007-12-31″!

Fazendo uma analogia com nosso trabalho diário da equipe de Operações da Predicta, seria como digitar errado a data de término de uma campanha ou então qual domínio precisa ser mensurado na ferramenta web analytics. Não é à toa que temos camadas de checagem destes processos manuais, pois sabemos que são propensos a erros humanos, que realmente acontecem.

E como foi o comunicado aos clientes?

Ack. Through a COMPLETE bumbling on our part, we’ve accidentally attempted
to charge you for the ENTIRE year of 2008 (and probably 2009!) ALREADY
(it was all due to a fat finger)!

We’re really really realllly embarassed about this, but you have nothing
to worry about. Please ignore any confusing billing messages you may have
received recently; we’ve already removed all those bum future charges on
your account (#XXXXX) and fixed everything up.

Thank you very very much for your patience with this.. we PROMISE
this won’t happen again. There’s no need to reply to this message unless
of course you have any other questions at all!

Sincerely,
The Foolish DreamHost Billing Team!

Meigo. No blog postaram inicialmente que a culpa foi de um dos sócios da empresa, inclusive com fotos um tanto comprometedoras dele, para depois trocarem o conteúdo do post para uma história relacionada com o último newsletter mensal deles, em que alertavam, em forma de piada, que a cobrança do próximo mês seria triplicada devido a troca de escritório da empresa.

E lá constava: “You thought it was a joke! Ha, the joke is on you!”. Foi piorando cada vez mais até que sobrou para o pobre Homer Simpson que não tinha nada a ver com o incidente:

The $7,500,000 finger

dreamhost_02.jpg

Exageram no humor? Considerando que alguns usuários ficaram com a conta negativa no banco ou estouraram o limite do cartão, surgiu uma onda comentários negativos em blogs, fóruns e listas de discussão, culminando em uma série de assinaturas canceladas.

Bom, continuo por lá. Mas fica a lição do que não fazer quando assumir um erro grave aos clientes…

 Uma ação de fim de ano bem inteligente

Todo fim de ano as empresas enviam as tradicionais mensagens de boas festas e feliz ano, o que não deixa de ser também uma oportunidade de relacionamento e branding. Empresas ligadas à comunicação e propaganda procuram inovar e mostrar um pouco de seu poder criativo.

Neste final de ano que passou, ganhou um ponto a agência Sinc por sua ação de fim de ano junto aos amigos e parceiros. A mecânica utilizada foi extremamente simples: enviaram cartões virtuais, como o exemplo abaixo, com instruções para efetuar uma busca por nosso nome no Google ou no Yahoo.

post_jan_2002_01.gif

E aí surgia a surpresa: os nomes constavam como links patrocinados, juntamente com os votos da agência:

post_jan_2002_02.gif

Parabéns por mais uma ação simples e genial.

post_jan_2008_03.jpg

 No recall da Mattel sobrou para o Wal-Mart, diz estudo

Um estudo mostra que os consumidores americanos estão perdendo a confiança no Wal-Mart em conseqüência do recall da Mattel.

O grupo de consultoria de marketing Strategic Name Development conduziu o estudo entre os dias 22 e 23 de agosto, pouco antes da Mattel anunciar o terceiro recall de brinquedos.

A empresa entrevistou online 503 consumidores e descobriu que somente 40% deles confiam no Wal-Mart para mantê-los seguros contra produtos feitos na China.

Quando perguntados sobre comprar do Wal-Mart vs. Target, 39% disseram ser mais temerosos em comprar do Wal-Mart enquanto 22% disseram o mesmo sobre o Target.

Mais detalhes no About.com: Study Shows Mattel’s Recalls Affect Wal-Mart.

 Apple “devolve” 60 milhões de dólares a compradores

Recentemente a Apple anunciou corte nos preços do iPhone - de $599 para $399 - e vários usuários que haviam feito compra nos dois meses iniciais ficaram insatisfeitos, por terem pago $200 a mais.

E não é que eles anunciam $100 em créditos para estes usuários que fizeram as compras do aparelho (pela Apple ou AT&T) até o momento? Estima-se cerca de 600 mil usuários, ou míseros $60 milhões.

Mais detalhes na carta aberta do Steve Jobs: To all iPhone customers.