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Herman Fuchs

Herman Fuchs

Gerente de Operações

Fux como é conhecido, possui ampla experiência nos principais adservers do mercado, como RealMedia OpenAdStream, Doubleclick Dart e é claro, o Predicta Maestro. Já trabalhou em produtora web como designer, em site como developer, e em veículo como analista de sistemas. Hoje organiza a equipe de tráfego da Predicta para assegurar a veiculação correta das campanhas publicitárias online.

fux@predicta.com.br
 

 Buscadores vão enxergar conteúdos em Flash

Um dos grandes problemas de se utilizar sites em Flash sempre foi a indexação do conteúdo do SWF em buscadores. Tudo isso tende a mudar, agora que a Adobe está apoiando os buscadores para deixar esse tipo de conteúdo mais facilmente “procurável”, sem que os usuários ou desenvolvedores precisem fazer nada.

 Twitter em Marte

A sonda Phoenix da NASA que está em Marte tem um endereço Twitter:

Twitter.com/Marsphoenix

No momento já são mais de 23 mil seguidores.

 Novos guidelines para métricas de vídeo

Saíram os novos guidelines do IAB para mensuração de publicidade com vídeos.

Há um grande crescimento no interesse para veicular anúncios em vídeos e o objetivo é padronizar os formatos, buscando a simplicidade, a eficiência e também formas de medir resultados.

The guidelines focus on the most widely used current in-stream ad products, including linear video ads, non-linear video ads and companion ads. They were created in order to meet the following marketplace needs:

* Simplifying digital video ad buying across multiple sites through minimum common ad specifications for video, overlay and companion ads.
* Achieving more efficient operations through a common set of creative submission guidelines.
* Increasing consumer understanding of ad interactions and environments through best practice recommendations for creative development and player environments.

Mais detalhes no site do IAB: Digital Video Ad Format Guidelines & Best Practices.

 Google lança marketplace para criação de anúncios de TV

Seguindo a linha de criações de campanhas sem agências, o Google também lançou seu Ad Creation Marketplace, para que anunciantes encontrem profissionais de criação:

What is the Google Ad Creation Marketplace?
In the Ad Creation Marketplace, you’ll find industry professionals who can provide script writing, editing, production, and voice-over talent at an affordable package cost. It’s free to search for and send project bids to specialists, and you aren’t under any obligation to work with them until you accept a bid.

Qualified production experts
We maintain quality in the Marketplace by screening specialists based on technical and creative criteria, and by requiring that specialists offer a full suite of services (concept creation, script writing, voice-over, and production) at reasonable prices.

Timely turnarounds - from your request to final ad delivery
Finding a specialist and getting an ad delivered to your account can take as little as a few days to a week, on average. Final ads will be available in your account so you can immediately activate your campaign once they’re delivered.

Cost of ad creation
Once you accept a specialist’s bid, you might expect to spend anywhere between $100 and $1000 for your ad, depending on a variety of factors.

Por enquanto está em fase de testes, mas alguns screenshots já circulam pela web:

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Aliás, tudo isso coincide com o lançamento do Google TV Ads, para anúncios segmentados para TV digital.

Mais detalhes no site do GoogleAdWords: Advertising on TV just got easier with Google TV Ads.

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 Peso das páginas triplicou de 2003 até hoje

Pesquisa mostra que o peso médio das páginas na internet triplicou e ultrapassa 300kb hoje em dia.

No último ano, as mil páginas mais populares cresceram 24.2% de dezembro de 2006 a dezembro de 2007, ou seja, de 250K para 310.4K. Seguindo esta linha de crescimento, uma home típica vai ter mais de 385K até o fim deste ano.

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Mais no WebSiteOptimization.com: Average Web Page Size Triples Since 2003.

 O maior departamento criativo do mundo (sem agência)

No site OpenAd.net você faz um briefing para a criação de uma campanha, define seu prazo, calcula o preço online, recebe um monte de opções e licencia a criação durante um período de tempo.

Estima-se que mais de 10 mil designers freelancers de vários países prestem serviços e o site fica com uma comissão de um pouco mais de 20%.

Trata-se de um mercado online para compra e venda de idéias criativas para uso em propaganda, marketing e design. O processo de compra e venda de idéias ocorre online, diretamente entre anunciantes e criativos, sem a intermediação de uma agência no processo.

O nome não tem nada a ver com o antigo adserver OpenAds, que virou OpenX.

Visite o OpenAd.net.
Veja o cálculo de preços online.

 Banda larga sem fio Embratel: WiMax chegando

Um dos primeiros passos para ter o padrão WiMax no Brasil. Para quem não sabe, o padrão WiMax (ou IEEE 802.16) é a “banda larga de conexão sem-fio”, com maior velocidade a quilômetros da antena.

“A Embratel lançou hoje em Brasília serviços com a rede WiMax, tecnologia de banda larga e telefonia sem fio. O foco será nas pequenas e médias empresas, com pacotes que variam de R$ 129 a R$ 189 e incluem entre duas e quatro linhas de telefone fixo e banda larga 1 Mbps (Megabite por segundo).”

Mais na Folha Online: Embratel lança tecnologia de banda larga sem fio em 12 capitais.

 AdWords do Google no rádio… e com métricas

O Google anuncia interessante integração do Google Analytics com o Google Audio Ads, formato que ainda não foi popularizado no Brasil.

As “audio impressions” são contabilizadas no momento que são veiculadas em mais de 1600 rádios norte-americanas (devidamente catalogadas para segmentação) e agora podem ter análise de conversões (via URLs únicas, número de telefones únicos ou código de cupons), análise de rentabilidade e outras métricas do Googe Analytics.

Segundo o Google, anunciar no rádio aumenta o impacto de campanhas quando usadas em conjunto com o meio online - 57% dos ouvintes de rádios online vão atrás de itens na web depois de ouvir os anúncios. E também é uma forma barata de atingir audiência que não está online (no carro, na academia de ginástica, nas lojas).

Mais detalhes no ClickZ: Google Adds Analytics Support for Audio Ads.

Para quem tiver curiosidade, segue a URL do Beginners Guide deste formato, com alguns exemplos de como é feita a segmentação das rádios e processo de configuração de uma campanha. Falta alguém fisgar esse mercado por aqui…

Audio Beginner’s Guide.
Google AudioAds.

 O balanço do Campus Party

Depois de uma semana acampando em estado primal, com as únicas necessidades inerentes sendo absorção e compartilhamento de conhecimento e tecnologia, vamos a um rápido balanço do Campus Party.

Faço um comentário sobre a parte da lanparty, ou BYOC (Bring Your Own Computer), pois é um caso à parte.

Foi impressionante ver, em plenas 5 da manhã de cada dia, que quase todos os campuseros ainda estavam lá, alguns em estado de letargia, absorvidos pelos FPS, RTS e MMORPGs, outros blogando e postando conteúdo na rede, outros desenvolvendo software, outros montando seus robôs peça a peça, outros fazendo arte eletrônica…

Depois que o dia amanhece e o evento acaba, é como voltar da “Matrix”.

Estes foram alguns dos últimos destaques que me chamaram a atenção:

Duas palestras mostraram boas soluções brasileiras para áreas distintas: o Muan, um software de animação quadro-a-quadro, que foi demonstrado pelo Marcos Magalhães (conhecido no Animamundi), com muitos recursos para quem faz este tipo de arte.

E a linguagem de programação Lua, criada nos laboratórios da PUC-Rio, que foi bastante popularizada no exterior e colabora para a redução da quantidade de linhas de código em seus programas. É sempre bom ver que temos soluções competentes nacionais.

Em um evento que privilegia tanto o software livre, surgiu uma palestra da Microsoft demonstrando o Silverlight, a cartada da empresa para tentar combater o monopólio do Adobe Flash nas animações e interfaces web. René de Paula Jr demonstrou algumas funcionalidades, como a possibilidade de utilização de vídeos de forma leve e intuitiva e o padrão aberto XAML que evita a utilização de arquivos binários. Tal padrão, aliás, poderia ajudar bastante o mercado de publicidade online, que vive com problemas de finalização de criativos a serem veiculados em sites.

E a Microsoft Brasil chegou até a realizar um beta testing com a Agência Click, para (tentar) provar que o Silverlight pode ter o desenvolvimento de hotsites mais eficiente do que o Adobe Flash.

Na área dos blogueiros, foram entrevistados alguns hackers conhecidos no cenário de segurança: Ramon (criador do software Metasploit), Rodrigo “BSDaemon” (kernel hacker hoje em dia contratado pela IBM), Blake Hartstein e Georgy Berdyshev (conhecidos no cenário internacional). Foram discutidas a ética hacker e a diferença entre crackers e hackers, para que não haja dúvidas ou preconceitos sobre quem é quem.

Seguindo a linha do evento, toda a relação dos hackers com software livre e disseminação de informação foram privilegiadas, de forma clara e elusiva. Como diria Bernard Shaw: “If you have an apple and I have an apple and we exchange these apples then you and I will still each have one apple. But if you have an idea and I have an idea and we exchange these ideas, then each of us will have two ideas”.

E olha só, quem levantou a galera na sexta-feira foi o nosso astronauta brasileiro, Marcos Pontes. Com muita humildade, simpatia e patriotismo ele resumiu sua história de vida, deu macetes aos candidatos a astronauta e contou um pouco do que se passava na cabeça dele e quais foram as curiosidades quando foi representar a nação na missão espacial. Nem John “Maddog” Hall conseguiu levantar os campuseros com um discurso tão “caseiro” e emocionante!

Finalizo por aqui, gostaria apenas de deixar registrado alguns puxões de orelha em pequenas falhas técnicas como:

  • Poluição sonora: muitas palestras acabaram ficando lado a lado simultaneamente e a proximidade com os campeonatos na lanparty acabavam deixando alguns palestrantes inaudíveis. E axé no último volume as 3 da manhã de sábado foi totalmente, totalmente desnecessário;
  • Fumar é proibido na Bienal, mas a proibição não estava sendo muito seguida;
  • O Parque do Ibirapuera tem estacionamento com zona azul e portões com horários restritos, isso dificulta a mobilidade;
  • O transporte de hardware em um espaço tão grande quanto a Bienal poderia ser melhor planejado, não é mole carregar 30kg de equipamentos

Independente disso, os organizadores fizeram um excelente trabalho em tocar esse evento com muita eficiência e tudo indica que em 2009 teremos uma nova edição. Torço para que entre permanentemente no calendário dos próximos anos!

 O que nos ensina o Campus Party II

Pra começar, acabo de voltar de uma curiosa oficina de construção de foguetes, depois de uma série de palestras e debates interessantes.

A palestra da Suzana Applebaum focou bastante no impacto da mídia social no consumidor, que valoriza cada vez mais informações vindas de “rede de amigos” do que a propaganda usual. Deu exemplos em dois cases interessantes para os campuseros: O primeiro foi o da série Heroes, que possui (no seriado) uma revista em quadrinhos chamada 9th Wonders, feita para os formadores de opinião da série. O HQ fez tanto sucesso que hoje em dia o site do Heroes - com as informações do HQ - tem mais de 10 mil páginas e representa 25% do tráfego total da NBS, transformando-se no HQ norte-americano mais lido na história. Até a Nissan virou anunciante dentro dos quadrinhos. O segundo case foi da Wired e seus subprodutos, mostrando cada vez mais que o importante é o conteúdo que está sendo passado aos leitores e não mais a revista em si. Para dar uma idéia, hoje em dia a revista representa cerca de um terço do conteúdo do site, que complementa as reportagens com muito mais informações relevantes. Isso levanta a dúvida (que não foi respondida na palestra): Por que as revistas e jornais brasileiros ainda bloqueiam conteúdo na Internet?

Em seguida, rolou uma mesa de debates com o tema: “Jornalismo e Nova Economia”. Participaram Heródoto Barbeira (da rádio CBN), Edevaldo Siqueira (CBN), Pedro Dória, Fabiana Zani (dpto online da Abril), Paulo Marcum (TV Cultura), a própria Suzana e diversos blogueiros significativos na Internet. Foi um dos debates mais interessantes e navegou por temas como o amadurecimento do jornalismo “paralelo†feito pelos blogueiros, como esse “novo jornalismo†poderá convergir com a mídia tradicional e acabou se transformando em outro debate: “jornalismo tradicional x jornalismo novo/paralelo”, já que as duas turmas estavam presentes para defender seus pontos. Um dos consensos foi que o futuro deve ser de colaboração entre ambas as partes.

John Maddog, o papa do software livre, fez a palestra mais popular da noite onde explicou como ganhar dinheiro com software livre e defendeu que o consumidor final precisa deixar de ser um “software slave” que precisa se moldar de acordo com o software e não o contrário. O ponto focal da palestra foi: qual o custo que o seu software gera? Pois as pessoas não querem perder tempo com produtos empacotados, elas querem serviços e soluções eficientes. E completou com uma analogia interessante: As pessoas não querem simplesmente um cirurgião ou especialista “mais barato”. Ele mostrou diversos tipos de profissões hoje em dia que giram em torno de software livre, apresentou “cases de sucesso” de gente que está ganhando dinheiro com isso, exemplos de aplicações com software livre lá fora e aqui no Brasil, mostrou o conceito de hardware livre que está se propagando. Tudo isso sempre com trabalho em conjunto, reutilizando as bases já prontas para não se perder tempo e criando mercados em economias locais como no Brasil. Vale lembrar que em Abril ocorrerá a nova edição do Fórum Internacional do Software Livre em Porto Alegre onde estes temas são recorrentes.

Steven Johnson, fez uma palestra com uma neurocientista brasileira onde abordou a forma como a mente humana interage com interfaces, como lida com padrões, estímulos externos e como a interface deve ser “invisível” para funcionar (ao contrário da interface do jogo Warcraft, um dos mais populares da Campus Party. Um dos pontos interessantes abordados foi sobre como o ensino boca-a-boca é defasado, como seria se a garotada de hoje em dia aprendesse história em um Civilization ao invés de simplesmente jogá-lo por diversão. As novas interfaces como as do jogos interagem de forma diferente com o cérebro, cria uma nova evolução da linguagem. Quem estiver curioso vale dar uma lida nos livros dele.

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