UPA articula a criação do Usability BoK
Por Rodrigo Polacco em 27 dUTC março 2009, 05:03
 

Usabilidade será a bola da vez, a exemplo do que aconteceu com a gestão de projetos. Vem aí o Usability Body of Knowledge e você pode influir se quiser.

Em 2000, a preocupação das empresas era ter um site e em alguns casos fazer parceria com um portal, que seria responsável por aumentar a visibilidade e mensurar os resultados.

Com o estouro da bolha em 2001, o mercado de forma geral ficou um pouco estagnado. Mas como a internet é um ambiente em expansão, continuou crescendo à taxa de dois dígitos, tornando-se mais relevante.

Até que em 2004 a preocupação migrou de ter um site para a de mensurar os resultados e entender melhor o comportamento do usuário dentro do site.

O mercado seguiu evoluindo e no final de 2005, início de 2006, o marketing de links patrocinados se tornou uma febre pela perspectiva de aumento de audiência a baixo custo. Ainda em 2006, mais para o final do ano, a importância da otimização para o site se posicionar melhor na busca orgânica entrou no radar das empresas e SEO foi a onda do momento.

Com o aumento do tráfego e mensuração dos resultados a necessidade que surgiu foi a de melhorar a experiência do usuário dentro do ambiente receptivo. Assim, ferramentas que fazem A/B testing, testes multivariados e projetos de usabilidade começaram a proliferar e tomar conta do mercado.

Esta semana recebi um e-mail da UPA (Usability Professional Association) com uma novidade que promete desmistificar e ajudar na disseminação de boas práticas de usabilidade, a criação do Usability BoK (Usability Body of Knowledge).

A proposta é criar uma referência viva que represente o conhecimento coletivo da profissão usabilidade e que seja uma referência na definição do âmbito da profissão, seguindo os mesmos passos da gestão de projetos anos atrás que culminou na criação do PMBoK.

Para participar da criação do Usability BoK precisa ser membro da UPA.

Mais detalhes no site do Usability Body of Knowledge.

 

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A crise vai desacelerar o crescimento do marketing digital
Por Rodrigo Polacco em 23 dUTC março 2009, 04:03
 

Saiu no último dia 16 de março os resultados e previsões de 2009 do IAB. O documento preparado pelo comitê de métricas do instituto traz diversas informações sobre o mercado de internet brasileira.

Um dos destaques do documento é a projeção do faturamento da internet que para 2009 ficou em R$ 987 milhões. O crescimento de 30% projetado representa uma desaceleração de 15 pontos percentuais se compararmos com o crescimento médio apresentado em 2007 e 2008. Sinal de que a marolinha do Lula já está começando a fazer efeito na internet.

A boa notícia é que o mercado de marketing digital irá crescer. Afinal, em anos de crise as empresas costumam cobrar mais eficiência de suas agências e o mercado digital é ambiente mais propício em mostrar resultados.
previsao_iab_2009.jpg

Outros destaques da apresentação são:

  • A internet brasileira já atinge 62,3 milhões de usuários deve fechar o ano atingindo aproximadamente 1/3 da população brasileira com 68,5 milhões de usuários;
  • As vendas de PCs superaram em 50% as vendas de TVs;
  • 39% da classe C já acessa a internet, tornando-se a classe que mais com maior adoção ao meio;
  • 83% dos acessos residenciais à internet são via banda larga.

Namastê!

 

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Taxas de conversão no e-commerce acima de 20%?
Por Rodrigo Polacco em 28 dUTC janeiro 2009, 02:01
 

Para quem está procurando dados sobre conversões, o Bryan Eisenberg acabou de colocar em seu blog as dez maiores taxas de conversão dos sites de e-commerce nos EUA.

A informação é calculada baseada no painel da Nielsen Netratings e o mais impressionante são as taxas de conversão superiores a 19%. Segue o ranking publicado no blog dele:

  1. ProFlowers 31.1%
  2. LL Bean 25.7%
  3. Amazon 23.7%
  4. VitaCost 23.0%
  5. Coldwater Creek 22.4%
  6. QVC 21.1%
  7. Roamans 20.4%
  8. Office Depot 20.2%
  9. LandsEnd 19.3%
  10. Victoria’s Secret 19.2%

Fonte: Nielsen Online, Marketing Charts

Ele também publicou outras informações de varejo baseadas num estudo da Coremetrics:

  • Page Views Per Session 12.01
  • Product Page Views Per Session 2.99
  • Average Time on Site (in seconds) 503.01
  • Average Items/Order 4.76
  • Average Order Value $124.48
  • Shopping Cart Conversion Rate 38.16%
  • Shopping Cart Abandonment 61.84%
  • New Visitor Conversion Rate 2.69%
  • On-site Search Session 18.97%

Fonte: LIVEmark Benchmarks US da Coremetrics (PDF). Veja também benchmarks do Reino Unido em pdf.

Mais no FutureNow: Top 10 Online Retailers by Conversion Rate: December 2008.

 

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Office na web vai rodar também em Macs e Linux
Por Rodrigo Polacco em 14 dUTC novembro 2008, 03:11
 

A Microsoft reiterou esta semana que a versão web-based do Office não será restrita ao Windows ou ao Internet Explorer.

Em um artigo no blog Channel 10, uma blogueira da Microsoft observou que, devido ao apoio do Firefox e Safari, o próximo Office Web Applications irá rodar em Linux e no iPhone.

A blogueira da Microsoft, Sarah Perez, também disse que não será obrigatória a utilização do Silverlight contra o rival Flash, da Adobe. “O Silverlight não é necessário”, disse Perez, num destaque em formato de perguntas e respostas. “Mas usando o Silverlight, a experiência do usuário irá melhorar na renderização de imagens. Além disso, o Office Live Workspace tem integrada a tecnologia Silverlight, com a função multi-file upload que melhora a experiência.”

Um versão técnica deverá ser lançada no final deste ano e a Microsoft ainda não disse explicitamente se haverá ou não uma versão gratuita, embora os executivos tenham dito que os aplicativos farão parte do Office Live, que poderá ter uma versão paga e outra com anúncios.

Sobre o lado corporativo, a Microsoft tem dito que o Office Web Applications será vinculado ao SharePoint.

windows_apps.jpg

 

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De olho no webinar “State of the Internet in Brazil” da comScore
Por Rodrigo Polacco em 30 dUTC outubro 2008, 10:10
 

No dia 26 de novembro próximo, às 15h, vamos acompanhar o webinar do pessoal da comScore, que vai tratar do público e do movimento que produz na internet no Brasil. Na pauta:

  • Uma visão global e regional de internet, com o foco em tendências da utilização da internet no Brasil;
  • As diferenças nos padrões de consumo entre regiões do mundo inteiro, proporcionando uma visão local do consumidor e suas preferências;
  • Uma análise da evolução recente no Brasil, com crescimento da audiência e mudanças demográficas dos consumidores;
  • Consumo de internet e comportamento online no Brasil;
  • Penetração e nível de engajamento em e-commerce, redes sociais e sites multimídia.

É um evento curto e vale a pena assistir. Para se inscrever, visite State of the Internet in Brazil.

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Linkedin começou a oferecer aplicativos
Por Rodrigo Polacco em 29 dUTC outubro 2008, 08:10
 

Depois do Facebook e do Orkut massificarem o uso de aplicativos em suas redes sociais, agora foi a vez do Linkedin entrar nessa arena.

O Linkedin é a maior rede social profissional e buscou integrar aplicações da Web 2.0 que tivessem sinergia com seu negócio, como WordPress e SlideShare. Veja abaixo as aplicações disponíveis:

Para trabalhar colaborativamente

  • Box on LinkedIn: compartilha arquivos na rede.
  • Huddle on LinkedIn: cria espaços privados de trabalho para projetos.

Para receber e compartilhar informações

  • Amazon on LinkedIn: o que as pessoas de sua rede estão lendo.
  • TripIt on LinkedIn: onde as pessoas de sua rede estão viajando.
  • SixApart on LinkedIn: os posts mais recentes de sua rede.

Para apresentar você e seu trabalho

  • Google Docs on LinkedIn: para criar uma apresentação sobre o seu perfil.
  • SlideShare on LinkedIn: para compartilhar, ler e comentar apresentações.
  • WordPress no Linkedin: sincroniza blogs em WordPress ao seu perfil.

Para ter insights

  • Company Buzz by LinkedIn: o que as pessoas estão dizendo sobre a sua empresa.

linked-in-applications.jpg

 

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Vídeos do Google explicam indexação de sites para webmasters
Por Rodrigo Polacco em 24 dUTC outubro 2008, 01:10
 

Desde o dia 15 deste mês, o Google disponibilizou em um seu Blog Oficial Webmaster Central um apanhado de vídeos com o objetivo de ajudar os webmasters a entenderem melhor o processo de indexação dos sites e o posicionamento nos resultados de busca.

Os vídeos trazem explicações rápidas sobre como o buscador descobre, rastreia e indexa as páginas do seu site – e o Google as exibe nos resultados da pesquisa. E abordam outros assuntos, entre eles os desafios que webmasters e buscadores enfrentam – conteúdos duplicados e a indexação de conteúdo em Flash e Ajax.

São menos de 25 minutos e vale muito a pena o investimento do tempo.
Assista: Video Tutorial: Google for Webmasters.

 

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A verba encolheu? Tente a publicidade online
Por Rodrigo Polacco em 23 dUTC outubro 2008, 08:10
 

A crise financeira pode se converter em oportunidade definitiva para a publicidade digital, já que se trata do único setor que cresce em meio à turbulência atual.

O corte de investimentos em publicidade coloca para as empresas o desafio de conseguir os mesmos clientes em potencial com menos impacto. Nesse sentido, a maior capacidade de segmentação da publicidade digital pode ajudar e muito.

Os meios digitais, e também a televisão, permitem às marcas obter maior retorno sobre o investimento. As opções mais evidentes são novos formatos em redes sociais, marketing em buscadores de celular e os advergames, jogos interativos que comunicam os valores de uma marca.

É o que defende este artigo interessante na newsletter da Wharton:
Crise, o grande trampolim para a publicidade digital.

 

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Considere entrar no Twitter
Por Rodrigo Polacco em 08 dUTC outubro 2008, 05:10
 

Há alguns meses saiu uma nova ferramenta de mídia social, o Twitter, que explora uma forma de comunicação parecida com SMS – mas a idéia é você compartilhar pequenos detalhes do que anda fazendo, lendo ou assistindo para aumentar aquela sensação de continuidade das relações. É um ambiente para compartilhar pequenas conversas de até 140 caracteres.

Você pode entender melhor o conceito assistindo um vídeo no Youtube que é bem curto e explica rapidamente como funciona o Twitter. Mas na verdade só conseguirá ter uma dimensão exata da ferramenta com o uso dela. Por isso, se inscrevam, usem e testem a essa nova forma de comunicação, o microblog.

Seguem algumas razões para você usar o Twitter caso ainda não tenha se convencido:

  • É uma forma de aprimorar o relacionamento com os clientes, já que muitos deles estão lá
  • É uma nova forma de se comunicar com as pessoas, convém acompanhar para não ficar defasado
  • Muitos formadores de opinião estão fornecendo material muito bom lá
  • Você consegue ter uma visão rápida de tudo que está rolando de novidade no dia
  • Para ter alguma novidade para contar aos seus amigos que não trabalham com web

Quem da Predicta já está no Twitter? Acompanhe o NaMedida e a Predicta: twitter.com/predicta.

 

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O incrível caso da senha censurada pela empresa
Por Rodrigo Polacco em 08 dUTC outubro 2008, 01:10
 

Um episódio inesperado mistura falta de segurança, invasão de privacidade, erro de funcionário, miopia da empresa e levanta algumas questões sobre proteção de senhas.

Com André Barros

Não sei se você chegou a tomar conhecimento, mas no final de agosto um banco inglês trocou a senha de um cliente – provavelmente por considerar imprópria a senha escolhida. Bizarro, não?!

Segundo matéria no BBC Brasil, o cliente havia escolhido a senha “Lloyds é uma porcaria” como seu código de segurança para realizar transações bancárias e acabou tendo sua senha alterada para “não é não” por um funcionário do banco.

Mas como assim, um funcionário do banco alterando sua senha?

Essa história aconteceu com Steve Jetley, que mora na cidade de Shrewsbury, ao norte da Inglaterra, que escolheu a senha que criticava o banco após ter um problema com um esquema de seguro de viagens associado à sua conta.

Ao tentar acessar a conta no serviço bancário pelo telefone sem sucesso, ele acabou descobrindo que sua senha havia sido alterada. Ao passar a informação pelo telefone a uma funcionária, ela disse que a senha não estava registrada no sistema do banco.

Após pedir para a funcionária trocar novamente a senha para a original, “Lloyds é uma porcaria”, ele teve seu pedido negado com a alegação de que o código não era “apropriado”.

Teve outras tentativas fracassadas de solicitações para alterar a senha quando propôs “Lloyds é um lixo”, “O Barclays é melhor” e “censura”.

O Lloyds se desculpou ao cliente em um comunicado afirmando que os funcionários envolvidos não trabalhavam mais para a empresa.

Debatendo a questão com alguns amigos, levantamos algumas fragilidades que podem impactar na imagem da marca como:

  • 1. Essa empresa está realmente preocupada com a satisfação de seus clientes? Parece uma loucura falar disso em 2008, mas aparentemente a reação da empresa foi só após a notícia ter sido publicada. Será que a senha “Lloyds é uma porcaria” não passa algum recado?
  • 2. Até que ponto foi invasão de privacidade? Não sei se quero que um funcionário do banco saiba minha senha. Será que este funcionário não poderia testar se eu uso algum padrão de senha tentando acessar uma conta em um outro banco?
  • 3. Ainda na linha de não se preocupar com a satisfação, cogitamos que o caso passa uma imagem de empresa arrogante, pois a funcionária estava mais preocupada em arrumar algum motivo para justificar que o cliente não ia poder usar uma senha “imprópria” do que saber quais foram os motivos que levaram seu cliente adotar aquela postura. Será que o cliente queria chamar a atenção da empresa para algum problema? Eu acho que sim!
  • 4. O funcionário ignorou que sua ação poderia causar um mal-estar a marca, ignorou o fato de que a internet é um canal aberto de comunicação entre P2P que ocorre nas redes sociais, blogs e todo buzz instantâneo nos twitters e MSNs que ocorrem num segundo pelo mundo. Um amigo que admiro muito, Romeo Busarello, tem uma definição perfeita para a internet como canal de comunicação. Segundo ele é o canal “Fale como todo mundo” e com certeza neste momento tem muita gente com nostalgia dos bons tempos do canal exclusivo empresa cliente, o antigo “fale conosco”.

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Para mim o mais bizarro foi pensar que as senhas podem estar armazenadas como “string” na internet e por isso, pedi a um amigo meu da Predicta, André Barros, nosso gerente de tecnologia que nos explicasse um pouco mais as questões de segurança relacionadas a confidencialidade da senha.

Segundo André, ao analisamos a segurança de uma aplicação/serviço web, um dos pontos a considerar é o armazenamento de senhas “abertas” em banco de dados. Isso pode ser identificado quando no serviço de troca de senhas, disponíveis em 100% dos sistemas, sua senha anterior é exibida para você. Se isso ocorre, desconfie, pois é sinal que o serviço armazena sua senha diretamente, sem nenhuma criptografia.

Outra forma de identificar o problema ocorre quando você recebe sua senha anterior por e-mail. Se considerarmos que grande parte dos usuários utiliza a mesma senha para diversos serviços, essa questão torna-se ainda mais relevante.

O método mais comum utilizado para evitar esse problema é a utilização da técnica de hash. A senha informada pelo usuário é submetida a um algoritmo, que a transforma para uma seqüência de caracteres, e essa sim é armazenada no banco de dados.

Quando o usuário efetua login na aplicação o mesmo processo é realizado com a senha informada, e os dois hashs são então comparados. Se baterem, a senha confere. Esses algoritmos têm por característica funcionarem apenas em um sentido, ou seja, com o hash não é possível chegar à senha original – ou ao menos, é muito difícil, em termos computacionais.

Para o usuário, a melhor indicação de que o site segue as recomendações é quando ele sempre pede para fornecer sua senha antiga para validação no processo de troca, mas claro, sem exibi-la para você. Na seqüência é gerada uma senha aleatória, que é enviada para o e-mail cadastrado.

Leia mais sobre o caso na BBC Brasil: Banco inglês troca senha malcriada de cliente
Referências sobre senhas, políticas e melhores práticas na Wikipedia: Password

 

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