Usando datas especiais para relacionamento
Por Fred Pacheco em 01 dUTC abril 2009, 05:04
 

O Google e suas infinitas empresas têm a hábito de customizar seus layouts em cada data especial ou comemorativa.

Hoje, primeiro de abril, não poderia ser diferente. O Youtube recebia seus usuários ao contrário:

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E na página de help ainda sugeria alternativas para seus usuários assistirem o vídeo com conforto: pendurar o monitor de ponta-cabeça; dobrar o pescoço ao contrário; ou mudar-se para a Austrália.

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O impacto do conteúdo colaborativo no consumo
Por Fred Pacheco em 09 dUTC dezembro 2008, 01:12
 

Aprofundando mais nas informações da pesquisa encomendada à Datafolha pela F/Nazca, que citei no post anterior, vemos uma evolução no perfil 2.0 dos internautas brasileiros. Mais força tem sido dada a conteúdos de segunda geração como redes sociais, instant messengers, blogs, vídeos etc.

Um dos pontos de maior destaque da pesquisa diz respeito ao conteúdo colaborativo que circula pelas páginas da internet nacional. Dos 64,5 milhões de internautas identificados pela pesquisa, 55% disseram já terem incluído algum conteúdo na rede. Desses, 46% disseram que essa é uma forma de estreitar o relacionamento com outras pessoas e amigos, enquanto 10% esperam divulgar um trabalho autoral e 7%, ilustrar um fato, história ou notícia veiculado na internet.

Dentre as formas de relacionamento online, a maioria ainda mantém a comunicação por e-mail (53%), messenger (52%) e perfil do Orkut (49%). Do total, apenas 7% disseram se relacionar através de um blog ou site pessoal; 6% postando comentários em endereços de notícias; 4% postando ou comentando vídeos no YouTube; e 4% navegando pela blogosfera em páginas de terceiros.

48% dos pesquisados garantiram levar em consideração a opinião de outras pessoas – mesmo que desconhecidas – antes de efetuar uma compra de qualquer natureza. Já importante ferramenta para a pesquisa de produtos, serviços e melhores condições, cada vez mais se mostra um importante canal de relacionamento com consumidores, uma vez que 26% dos internautas já publicaram opiniões na rede e 20% já efetuaram alguma reclamação online sobre produtos e serviços.

O estudo apontou ainda que o ativismo do consumidor com acesso à internet aumenta quanto maior a renda e a escolaridade. Dentre os internautas com ensino superior completo, por exemplo, 45% já publicaram opinião sobre produto ou serviço.

 

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Exiba meu vídeo que eu dou ingressos para a peça
Por Fred Pacheco em 05 dUTC dezembro 2008, 01:12
 

Mais um case legal sobre marketing viral.

O grupo de teatro Cia Barbixas de Humor, que tem um canal de vídeos no You Tube com diversos conteúdos frequentemente atualizados, lançou uma promoção interessante.

É simples: qualquer pessoa que tenha um blog pode postar o vídeo do grupo e avisá-los – e assim ganha um par de ingressos para a peça deles em São Paulo.

Simples assim: eles ganham divulgação de seu trabalho espalhando os vídeos pela web e em troca os blogueiros ganham um ótimo programa cultural.

Já vou me preparar para aproveitar os ingressos que ganharei. Para saber mais da promoção, veja o vídeo dos artistas explicando como funciona.

O resultado da ação? Se você buscar “Promoção Blogresso” no Google, encontrará mais de 2.500 resultados espontâneos falando sobre a ação – não pagos.

Foram recebidos 400 e-mails referentes à promoção. Uma ação de sucesso em marketing viral, ao chegar perto de 1 milhão de acessos em menos de dois meses. Haja cadeira no teatro!

 

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O Yahoo! vai dar a volta por cima?
Por Fred Pacheco em 04 dUTC dezembro 2008, 02:12
 

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Fonte: Comscore.com

Do you Yahoo!? Este foi o bordão que mais me marcou no início da revolução ponto-com. O Yahoo! foi uma empresa precursora deste mercado e a única já capitalizada para fazer propagandas de TV.

Mas talvez este marco tenha ficado apenas na história, pois ninguém pode ao certo dizer para onde vai.

Após várias quase-reviravoltas neste ano (uma quase compra pela Microsoft, uma quase parceria com o Google, uma quase fusão com a AOL), alguns lançamentos de produtos quase novos (o Yahoo! Web Analytics) e até um quase patrocínio, o Yahoo parece agora sem um rumo definido e sem um posicionamento definido.

Analisando os dados da comScore, podemos observar que desde agosto o Yahoo! perdeu a segunda posição em buscas para o You Tube e outras empresa de buscas do Google (vídeo, mapas, etc.). Assim o Google fica cada vez mais folgado na liderança de busca de todos os tipos na web, o que aponta também a importância de novos formatos da rede, como vídeos, imagens indexadas, informações georreferenciadas e conteúdos colaborativos e outros.

A situação se complicou também na cúpula administrativa da empresa e culminou na retirada do fundador Jerry Yang da presidência. O movimento começou com as diferenças entre o fundador e os acionistas da empresa, após Yang dificultar ao máximo a proposta de compra da empresa pela Microsoft a US$ 33,00 por ação – atualmente os papéis estão cotados a US$ 11,63.

A empresa também anunciou um corte de 10% em sua força de trabalho mundial.

A única coisa que está claro é que a empresa inovadora que criou modelos de negócios como portais, serviços gratuitos, buscadores e marketing online, dentre outros, precisa voltar a inovar e se recriar!

Não fazê-lo significa correr o risco de se tornar apenas uma sombra de sua versão melhorada e ampliada – o Google.

 

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64,5 milhões de usuários. Não é pouca gente
Por Fred Pacheco em 03 dUTC dezembro 2008, 11:12
 

É impressionante como a internet está crescendo no Brasil e já alcança todas as classes sociais, tornando-se a segunda mídia de massa no país.

Realizada semestralmente pelo Instituto Datafolha a pedido da F/Nazca, a pesquisa F/Radar revelou que o número de internautas brasileiros chegou aos 64,5 milhões em agosto de 2008 – 5,5 milhões a mais do que o número registrado no primeiro semestre do ano.

Isso significa dizer que 48% de toda a população nacional maior de 16 anos já possui acesso à rede. Ao todo foram realizadas 3.003 entrevistas, distribuídas em 172 municípios, sendo que 40% envolvem regiões metropolitanas e 60%, o interior.

Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os resultados mostraram que, mais uma vez, a renda da população não possui ligação direta com o acesso do brasileiro à internet, uma vez que 28% acessaram a rede a partir de locais públicos de acesso pago, como as lan houses; 21% o fazem de computadores de amigos ou parentes; 13%, do ambiente de trabalho; e cerca de 10% a partir de faculdades e universidades. Pela primeira vez incluída no estudo, a internet móvel (smartphones, celulares, PDAs e iPhones) apareceu com 6% do total de acessos.

A freqüência com que ocorre o contato do brasileiro com a internet também cresceu, sendo que 38% dos entrevistados afirmaram acessar a web diariamente e 10%, de quatro a seis vezes por semana, o que resulta em 48% de usuários considerados heavy users.

Contabilizando os 21% que navegam de duas a três vezes por semana e os 18% que o fazem uma vez por semana, a pesquisa concluiu que 87% dos internautas brasileiros entram na internet semanalmente e que a média de acessos é de quatro dias nesse período. Esses dados confirmam a rede como segunda maior mídia de massa do Brasil, o que justificaria mais investimentos na mídia online.

 

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Blogs nas empresas é sinal de comunicação e inteligência
Por Fred Pacheco em 29 dUTC setembro 2008, 02:09
 

Uma empresa não deve deixar de dialogar com seus stakeholders, pois disso depende a sobrevivência de seu negócio. Mas poucas organizações percebem o valor desta comunicação para enriquecer sua inteligência de mercado.

Quanto menos uma empresa ouve seus públicos, mais distante da afeição e da decisão de compra se torna.

A satisfação ou não em relação à empresa é recorrente nas conversas informais de funcionários e clientes. A famosa “rádio peão” (atual, peão.com) está presente nos corredores da empresa, no café ou mesmo em um blog! Sim, o blog e outras ferramentas da chamada Web 2.0 aproximam os stakeholders, criando um ambiente de troca de opiniões, colaboração e inteligência. As pessoas gostam de ser ouvidas e sentir que sua opinião tem relevância, por isso ouvi-las vale ouro para uma empresa que saiba aproveitar as informações do blog para sua área de inteligência.

Embora algumas empresas receiem abrir um espaço democrático onde, em tese, se arriscariam a receber comentários negativos, eles serão feitos de qualquer forma em outros lugares.

Então que os possíveis comentários negativos cheguem em um canal onde se possa analisar os resultados, observar, aprender e até responder às críticas. Jonathan Schwartz, CEO da Sun, lembra que “a função de qualquer líder é comunicar e pelos blogs ele pode interagir com imediatismo e autenticidade”.

Um aspecto relevante é aproveitar o aprendizado na inteligência da empresa, que pode trazer insumos sobre tendências de forma mais imediata e barata que uma pesquisa de mercado. Por meio deste veículo é possível antecipar movimentos, necessidades e opiniões dos consumidores. Outro ponto, é que a comunicação pode ser avaliada e refinada, testando diversas formas, medindo a reação, as respostas, a viralização e a geração de buzz word.

Levitt e Dubner dizem que “saber o quê e como medir faz o mundo parecer menos complicado”. Alguns exemplos de dados relevantes que podem ser medidos em blogs na maioria das empresas, dentre muitos outros:

  • O que traz os usuários (referers, keywords, offline)
  • Assuntos com mais eco (comentários por post, conteúdos mais lidos)
  • O que gera relevância para a marca (viralização, indicações)
  • Qual comunicação gera mais efeito (respostas a posts, destino após leitura)
  • Geração de mídia espontânea (publicação de notícias x publicação de posts)

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Se para grandes empresas o blog já fornece dados importantes, para as pequenas e médias pode ser ainda mais relevante, como única fonte em organizações sem verbas de pesquisas e estudos externos. Bem trabalhado e integrado em um sistema de dados do marketing da empresa, será valioso no planejamento e medição de resultados.

Por outro lado, a inteligência deve atentar-se sobre quais temas oferecer no blog. É importante saber quais conteúdos os stakeholders desejam, oferecendo informações de forma simples e direta. Se não estiver atenta a estas expectativas, os públicos buscarão informações em outras fontes fora de seu controle, podendo ter acesso a dados distorcidos e conclusões equivocadas.

Um exemplo ocorreu na reestruturação da Starbucks. Os clientes estavam apreensivos com o futuro da empresa, que não utilizou nenhum canal aberto para amenizar os ânimos. O resultado foi a criação de um blog não-oficial nos EUA – o Starbucks Gossip, onde clientes especulavam sobre o fato. Para contornar, o presidente Howard Schultz começou a publicar um post por semana em blog oficial, reduzindo a insegurança de seus públicos e gerando resultados até sobre as ações da empresa na Bolsa de Valores.

No Brasil, a construtora Tecnisa utiliza esse ciclo, com um blog corporativo desde 2006. A inteligência da organização observou que um momento crítico no relacionamento com compradores de imóveis na planta era a dissonância cognitiva durante a espera da entrega. Para mantê-los informados do andamento das obras, a empresa publica informações e fotos no seu blog e incentiva a participação dos clientes, na troca de opiniões e idéias, para observar as principais inseguranças.

Pelos argumentos expostos, fica clara a importância do blog corporativo. Não só para a eficiência da comunicação da empresa com seus públicos, como também para o fortalecimento do negócio da organização. Além de ser uma ferramenta de baixo custo, pode em muitos casos tornar-se uma aliada estratégica ao fornecer dados relevantes para a área de inteligência, desde que suportado por uma boa ferramenta de webanalytics. Portanto, aproveite e não deixe que eles parem de falar sobre você!

 

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Ford rouba a cena no aniversário da GM
Por Fred Pacheco em 24 dUTC setembro 2008, 11:09
 

Existe um excelente case de marketing viral se espalhando neste momento.

Trata-se de uma brincadeira que a Ford resolveu fazer durante o centésimo aniversário da principal concorrente GM. Conta a estória que na véspera circulou o seguinte e-mail no prédio da matriz em Detroit:

Alguns anos atrás nós celebramos nosso 100° aniversário nos negócios… e que 100 anos foram esses. Nesta terça-feira, dia 16 de setembro, a General Motors celebrará seu 100° aniversário.

Como demonstração das nossas felicitações e de boa vontade, a parte sul da nossa sede será iluminada nesta segunda à noite.

Isso acontecerá abrindo e fechando estrategicamente algumas janelas específicas da parte sul do prédio. Na segunda, dia 15, por favor não mude a posição ou a direção das suas persianas para assegurar que a sede esteja brilhantemente iluminada para o 100° aniversário da General Motors. Nós pedimos sua cooperação e agradecemos você por nos ajudar a fazer a Ford Motor Company brilhar.

Desta forma, prédio da Ford ficou com a seguinte aparência brincalhona:

ford_happy_100_gm.jpg

O resultado da ação inusitada foi a viralização da notícia. Como você está vendo agora, milhares de outras pessoas estão sendo atingidas, sem a Ford precisar investir sequer um centavo nisso tudo.

É um ótimo exemplo de como ações inovadores podem, a custos muito menores, trazer resultados muito mais eficientes para divulgação da marca…

E ainda roubar todo o foco da GM durante seu aniversário. A Ford realmente brilhou na web.

 

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Ação viral do i9 através de blogs foi positiva
Por Fred Pacheco em 27 dUTC agosto 2008, 04:08
 

A Coca-Cola, através de sua equipe de relações públicas, enviou em julho uma mini geladeira personalizada para nove blogueiros selecionados no Brasil como formadores de opinião.

O brinde continha em primeira mão uma garrafa de i9 – antes de seu lançamento – e a geladeira ligada via USB fazia surgir um pop up na tela do computador com cenas rápidas do making off do filme de lançamento.

Alguns blogueiros comentaram o acontecido, o que foi suficiente para alguns veículos acusarem os selecionados de serem “blogs-de-aluguel”.

Na verdade foi apenas uma habilidosa ação para proporcionar a alguns formadores de opinião a experiência com o produto antes dos demais mortais, para que, ao se sentirem privilegiados, fossem motivados a comentar. Não envolvia compra de posts ou direcionamento das opiniões.

Isso se chama “conteúdo publieditorial” em um bom planejamento de marketing e sempre foi feito também nos veículos offline.

Com o tempo esta discussão não existirá mais, pois entenderão que o canal online é a evolução dos meios offline. Os antigos que se segurem, pois a tendência é cada vez mais estes novos canais ganharem força por sua credibilidade, por suas características e por sua proximidade com os leitores. A Coca já percebeu isso… É uma tendência de desconstrução dos ícones midiáticos.

E qual foi o resultado da ação?

Esperei para ver o resultado pós-debate e acredito que foi melhor que o esperado, pois além da divulgação planejada nos blogs (onde dos nove escolhidos, cinco publicaram posts), houve uma multiplicação de conteúdos motivados pelo polêmico termo “blogs-de-aluguel”.

Hoje, um mês depois, existem aproximadamente 16.400 posts e matérias comentando o lançamento do produto e/ou a campanha de uso dos blogs – quase todos defendendo a ação! Chegou até mesmo ao O Globo.

É o famoso “falem mal, mas falem de mim” potencializado no canal online.

Veja no You Tube o vídeo de lançamento.
Veja um dos sites personalizados para os blogueiros.

 

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O fim da era dos cliques
Por Fred Pacheco em 26 dUTC agosto 2008, 07:08
 

Ainda não vamos tirar os botões do mouse, mas devemos tirá-los do planejamento e das métricas de campanhas online.

O antigo e ultrapassado % CTR (taxa de cliques) mede apenas quantas vezes uma peça foi clicada a cada cem exibições. Mas não mostra se o usuário realmente chegou ao website, se esperou o carregamento, se navegou no conteúdo ou, o mais importante, se realizou uma compra ou conversão.

As análises devem avaliar a eficiência da campanha até sua ponta final, acompanhando diferentes indicadores: custo de impressão da peça, custo por usuário impactado, custo por visita no site e custo de aquisição de um cliente, entre outros.

A importância de cada indicador irá variar de acordo com o objetivo de cada campanha.

Uma campanha institucional ou de comunicação simples pode comunicar diretamente nas peças através de interação, sem cliques ou visitas a websites. Neste caso, o mais importante é medir quantas interações ocorreram com a peça, e não apenas os cliques. Tecnologias como widgets podem realizar operações no próprio ambiente do portal, como encontrar a loja física mais próxima.

Formatos de rich media ajudam bastante porque permitem convidar o usuário a uma interação com pouco espaço ocupado – e quando o usuário demonstra interesse a peça entregará a informação relevante.

Por exemplo, uma oferta de consórcio da Ford que permita ao cliente interagir definindo no calendário até quando pode esperar pelo carro. Seriam exibidas informações correspondentes a esta decisão e se continuar interessado, aí o cliente ao clicar será direcionado para a contratação em uma página específica com os parâmetros selecionados.

No futuro, é possível que se reduza também a importância do clique dentro do site visitado. Ainda são considerados importantes o número de páginas por visita ou o número de cliques, mas será mais interessante medir a efetiva interação do usuário com os conteúdos e o tempo dedicado.

Por exemplo, há páginas de vídeo onde não basta saber se o cliente chegou até elas, mas se assistiu o vídeo até o fim, se passou adiante, se comentou, se aumentou a janela.

O mesmo vale para outros conteúdo. Um excelente conteúdo experimental de site que interage inteiramente sem cliques pode ser visto no projeto Dontclick.it.

Esta é na verdade a forma natural das pessoas – não viemos com botões nas pontas dos dedos e estamos acostumados a interagir tocando ou arrastando. É melhor já ter o resultado da interação sem precisar clicar e aguardar – fazer o usuário clicar é cada vez mais difícil; ele está mais desconfiado.

Esta é a razão pela qual o iPhone faz tanto sucesso: interage através dos toques dos dedos com gestos como arrastar, ao invés de clicar em uma seta para o lado.

 

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Firefox cresceu 36% em sete meses no Brasil
Por Fred Pacheco em 25 dUTC agosto 2008, 04:08
 

Navegador ganhou 1,5 pontos percentuais entre maio e julho, o que representa mais de 80 milhões de acessos.

O incômodo em relação ao monopólio da Microsoft pode ser um dos principais motivos para o crescimento de seu principal concorrente no segmento de navegadores, o Firefox. Somente nos primeiros sete meses deste ano, o número de acessos à Internet via Firefox cresceu impressionantes 36%, segundo dados apurados pela Predicta, enquanto o acesso total à web manteve-se praticamente estável com crescimento de apenas 1,6%.

Outros motivos podem ser apontados. O Firefox é um navegador que possibilita ao usuário maior flexibilidade e controle da ferramenta. Outra questão que não pode ser deixar de lado é o marketing realizado pela Mozilla na ocasião do lançamento da versão 3.0, em meados de junho, quando aconteceu o download day. Somente neste dia, o Brasil realizou 598 mil downloads da ferramenta.

O Firefox tem suas qualidades: a versão 3 é mais rápida e oferece melhorias em segurança, organização pessoal e downloads em relação à anterior. O boca a boca foi importante, pois o usuário que utiliza a ferramenta e compara as vantagens em relação ao Internet Explorer vai sugerir para os amigos mais próximos.

A campanha da Mozilla tinha como objetivo colocar o Firefox 3 no Guiness Book como o software mais baixado em 24 horas. Nos Estados Unidos o browser teve oito milhões de downloads no dia do lançamento. As várias versões do Firefox representam 18,41% do mercado mundial de navegadores, que o Internet Explorer ainda domina o mercado, com 73,75%, segundo a NetApplications.

No Brasil

No Brasil, o navegador já detém 8,2% de participação do mercado e vem crescendo diante do líder Internet Explorer, da Microsoft, que já vem instalado no Windows. Os demais navegadores detêm apenas 1%.

O público considerado são os visitantes que acessam sites dos clientes da Predicta. Em um período de 30 dias, podemos dizer que mais de 98% dos internautas brasileiros foram expostos a uma das ferramentas da Predicta.

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