Travian, um jogo para todas as horas
Por Bruno Mori em 23 dUTC janeiro 2008, 04:01
 

Desenvolvido para todos os públicos, o jogo Travian cumpre sua função: agrada desde aqueles que gostam de jogar um pouquinho e de vez em quando aos fãs de estratégias online ou mesmo aqueles que apreciam apenas uma opção para tirar o stress do dia-dia.

Trata-se de um “web browser game” como o velho The Crims. Ou seja, é jogado diretamente do navegador. Diferente da maioria dos joguinhos online normalmente em Flash, Travian é um jogo multiplayer e sem animações pesadas.

O princípio é o mesmo de um jogo de estratégia, como Age of Empires ou Starcraft. Cada jogador possui uma aldeia para a qual precisa coletar recursos como madeira, barro e cereais, de modo a desenvolver-se e suprir as necessidades de seus moradores.

No início, cada jogador começa com uma aldeia que possui apenas o edifício principal. Recomenda-se investir primeiramente nos recursos, de modo a juntar uma quantidade razoável para construir novos prédios, formar tropas de guerreiros ou uma nova aldeia.

Como Travian é um jogo online, as aldeias podem criar alianças ou grupos de amigos que podem interagir e trocar recursos através de seus mercadores. Utilizando seus guerreiros, por outro lado, as aldeias também podem atacar outras visando o furto de recursos ou a destruição simplesmente. As alianças são importantes, pois ataques em massa ou tratados de paz podem ser organizados.

Travian é controlado pelo tempo; pois cada ação feita no jogo leva certo tempo para ser completada. Para melhorar um armazém, o jogador deve esperar duas horas por exemplo. Do mesmo modo funciona a produção de recursos, onde é produzido X de recursos por hora, dependendo do nível dos campos. Ao atacar um jogador, dependendo de sua localidade, as tropas podem demorar de 10 minutos a mais 36 horas em uma aldeia mais distante.

Como o tempo não pára, ao melhorar o seu armazém, (duas horas) o jogador não necessariamente precisa estar na frente do computador para que ação aconteça, por exemplo. Deste modo, caso um jogador fique dois dias sem entrar no jogo, um grande número de recursos estará em seu poder pois X unidades de recursos são produzidas por hora.

O interessante é que o jogo pede poucos minutos por dia (ainda que diversas vezes ao dia). Ou seja, cada jogador precisa dar uma “olhadinha” na sua aldeia de vez em quando. O jogador acessa o site e com apenas alguns cliques aumenta sua produção de recursos, constrói um novo prédio em sua aldeia e ataca um inimigo.

O Travian já está sendo jogador por alguns Predictors e pretendemos um dia criar nossa própria aliança. O jogo é grátis, mas os jogadores mais fanáticos podem tornar-se Travian Plus com vantagens adicionais. Vale a pena conferir!

Conheça o Travian.
E o velho The Crims.

 

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Gestão por intuição ou por evidência?
Por Douglas Tokuno em 18 dUTC janeiro 2008, 05:01
 

Ano passado li um artigo muito interessante do Clemente da Nóbrega sobre o fim da intuição. Ele comentou sobre um livro chamado Super Crunchers (já comprei o meu na Amazon) cujo autor discute sobre como as decisões baseadas em dados (ou fatos) estão mudando o jeito de fazer negócio.

Um exemplo interessante é sobre os experts de aferição da qualidade dos vinhos (os degustadores que cheiram, bochecham e cospem) que podem ser substituídos por equações matemáticas. Como? Através da estatística e das evidências (depois de ler o livro, colocarei novos posts sobre ele).

Isso me fez pensar um pouco e lembrar de alguns outros exemplos. Antigamente ouvíamos estórias de agricultores que olhando para o céu podiam prever chuvas para os próximos dias ou semanas. Hoje, nenhum “manager” de agronegócio confiaria nisso. As informações sobre as variáveis que definem o clima e o poder de processamento dos computadores já permitem uma previsão do tempo muito precisa (baseada em fatos, dados, informações) e não mais previsões baseadas na intuição de um experiente agricultor.

Julgamento subjetivo sempre será essencial quando não há dados suficientes para que se possa chegar a uma solução impessoal. Gostamos de admirar o talento e a sensibilidade dos que acertam por instinto, mas deveríamos deixar o instinto para lá e usar metodologias baseadas em evidência.

Particularmente, acredito que a gestão baseada em evidência tem tudo para entrar em áreas até então tidas como subjetivas, como o marketing.

A Predicta tem feito a sua parte, pois métricas, dados, informações e resultados fazem parte do nosso core business. Cada vez mais o mercado de marketing online está tirando proveito das evidências, pois o próprio ambiente da internet propicia que os profissionais de marketing utilizem as evidências de comportamento de seus usuários (sistemas de web analytics) ou as evidências de desempenho de suas campanhas ou peças publicitárias online (sistemas de adservers) para melhorar a gestão de suas marcas/produtos.

Sem dúvida, a intensificação da utilização de técnicas estatísticas e otimização automática fará com que este mercado continue sendo muito promissor.

 

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Perca o cliente mas não perca a piada
Por Herman Fuchs em 17 dUTC janeiro 2008, 03:01
 

Dreamhost, normalmente comunicativo e coloquial, comunica uma falha de um modo que só piorou.

Um dos serviços de web hosting que assino há alguns anos é a Dreamhost, que se tornou gigantesca no segmento e hoje em dia hospeda mais de 600 mil domínios mundialmente. Os serviços são excelentes e cumprem muito bem os contratos de SLA.

No entanto, um fato pitoresco aconteceu ontem: surgiu em meu e-mail uma mensagem solicitando a cobrança de US$ 250 extras, referentes aos custos de hospedagem. Um tanto estranho, pois já havia pago a anuidade e tal cobrança não faria sentido, visto que não excedi nenhum dos limites da conta.

A Dreamhost sempre privilegiou a transparência na comunicação aos seus clientes, inclusive mantém um blog no qual descreve as últimas novidades (boas ou más) que acontecem em seus servidores.

E lá mesmo foi oficializada a surpresa: quase todos os clientes foram cobrados indevidamente, totalizando US$ 7.5 milhões em cobranças por serviços não prestados. Muitas dessas cobranças, diretamente em contas correntes (pré-autorizadas) ou nos cartões de crédito.

Eles chegaram até a publicar o relatório do impacto na área de suporte deles, que bateu todos recorde dos últimos 10 anos em quantidade de dúvidas e reclamações de clientes:

We have a NEW SUPPORT RECORD!

dreamhost_01.jpg

Tudo isso, devido a um script de cobrança que foi rodado indevidamente. Indo aos detalhes, o responsável digitou no script datas de cobrança como “2008-12-29″, “2008-12-30″ e “2008-12-31″, ao invés de “2007-12-29″, “2007-12-30″ e “2007-12-31″!

Fazendo uma analogia com nosso trabalho diário da equipe de Operações da Predicta, seria como digitar errado a data de término de uma campanha ou então qual domínio precisa ser mensurado na ferramenta web analytics. Não é à toa que temos camadas de checagem destes processos manuais, pois sabemos que são propensos a erros humanos, que realmente acontecem.

E como foi o comunicado aos clientes?

Ack. Through a COMPLETE bumbling on our part, we’ve accidentally attempted
to charge you for the ENTIRE year of 2008 (and probably 2009!) ALREADY
(it was all due to a fat finger)!

We’re really really realllly embarassed about this, but you have nothing
to worry about. Please ignore any confusing billing messages you may have
received recently; we’ve already removed all those bum future charges on
your account (#XXXXX) and fixed everything up.

Thank you very very much for your patience with this.. we PROMISE
this won’t happen again. There’s no need to reply to this message unless
of course you have any other questions at all!

Sincerely,
The Foolish DreamHost Billing Team!

Meigo. No blog postaram inicialmente que a culpa foi de um dos sócios da empresa, inclusive com fotos um tanto comprometedoras dele, para depois trocarem o conteúdo do post para uma história relacionada com o último newsletter mensal deles, em que alertavam, em forma de piada, que a cobrança do próximo mês seria triplicada devido a troca de escritório da empresa.

E lá constava: “You thought it was a joke! Ha, the joke is on you!”. Foi piorando cada vez mais até que sobrou para o pobre Homer Simpson que não tinha nada a ver com o incidente:

The $7,500,000 finger

dreamhost_02.jpg

Exageram no humor? Considerando que alguns usuários ficaram com a conta negativa no banco ou estouraram o limite do cartão, surgiu uma onda comentários negativos em blogs, fóruns e listas de discussão, culminando em uma série de assinaturas canceladas.

Bom, continuo por lá. Mas fica a lição do que não fazer quando assumir um erro grave aos clientes…

 

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Uma ação de fim de ano bem inteligente
Por Gian Arena em 13 dUTC janeiro 2008, 10:01
 

Todo fim de ano as empresas enviam as tradicionais mensagens de boas festas e feliz ano, o que não deixa de ser também uma oportunidade de relacionamento e branding. Empresas ligadas à comunicação e propaganda procuram inovar e mostrar um pouco de seu poder criativo.

Neste final de ano que passou, ganhou um ponto a agência Sinc por sua ação de fim de ano junto aos amigos e parceiros. A mecânica utilizada foi extremamente simples: enviaram cartões virtuais, como o exemplo abaixo, com instruções para efetuar uma busca por nosso nome no Google ou no Yahoo.

post_jan_2002_01.gif

E aí surgia a surpresa: os nomes constavam como links patrocinados, juntamente com os votos da agência:

post_jan_2002_02.gif

Parabéns por mais uma ação simples e genial.

post_jan_2008_03.jpg

 

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Video de despedida mostra Bill Gates em veia cômica
Por Phillip Klien em 10 dUTC janeiro 2008, 11:01
 

Esse é um para os nerds de plantão. O nosso ídolo atual Steve Jobs – apresentador das inovações da Apple e o “nerd” mais carismático da atualidade – com certeza riu do vídeo do Bill Gates falando de sua aposentadoria.

Considerado “travado”, Bill Gates contou com participações especiais para ficar mais “cool”.

Um bom vídeo para começar o ano – e vamos ter saudades do Bill.

Assista: This video makes Bill Gates look cooler than Steve Jobs.

 

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Quando a sua publicidade funciona, mas seu site não
Por Rogério Coelho em 08 dUTC janeiro 2008, 12:01
 

As pesquisas de mercado apontam para um aumento significativo no investimento em publicidade, um movimento impulsionado pelo bom momento do país, o amadurecimento do mercado e as novas tecnologias que surgem pra viabilizar tudo isso.

Mas existe um problema ainda desconhecido de muitos anunciantes, o desempenho da landing page.

Gasta-se muito tempo na produção das peças e na estratégia publicitária, o que é muito importante, claro. Mas o site fica em segundo plano neste ponto e daí surge o questionamento sobre baixas taxas de connect rate do site em relação a uma campanha de sucesso.

O que muitas vezes o anunciante não consegue perceber é que o problema pode estar na sua landing page – seja na navegação, desempenho ou acessibilidade. O usuário clica, chega ao site, mas não consegue chegar ao objetivo desejado e muitas vezes se questiona se a publicidade funcionou. Sim, ela funcionou, o problema está em outro lugar.

Produzir um site especial para uma ação publicitária depende de planejamento – não só na comunicação visual, mas também na parte técnica, caso contrário o visual fica comprometido.

Já encontrei sites em que ao acessar a página o uso do processador chegava a 60% – uma taxa altíssima, comparável ao uso de softwares de grande porte. Mas espere aí, você está visualizando um site! É comum focar na parte visual (em animações, cores, sons) e nem se avaliar o impacto disso em máquinas mais modestas e conexões mais lentas.

Em outras situações, sites chegavam a ter mais de 1.8MB, onde pelo menos 900Kb eram apenas de um arquivo mp3 de som de fundo. Imagine só um arquivo com som de fundo ser metade do seu site sem ser o principal mecanismo de comunicação com o usuário. Isso é um grande download, principalmente para usuários de conexão discada. Em máquinas mais modestas, um site assim demora cerca de 65s para carregar. Este é um exemplo de como perder seu usuário.

Um grande percentual da perda de usuários ocorre com a demora de carregamento do site. Um processamento alto prejudica a renderização da página, assim como uma grande quantidade de elementos para serem carregados para um usuário com conexão limitada.

Não necessariamente um usuário de banda larga consegue navegar rápido no seu site. Ele pode estar baixando uma música, carregando outros sites ou, como é muito comum hoje, ter sua conexão compartilhada. Logo, o desempenho pode não ser aquele que você imagina.

Se você tem um objetivo de conversão, faça seu site ser direto. Conquiste a atenção do usuário, mas principalmente sua conversão.

Embora o Flash seja um aliado em comunicação multimídia, se você não seguir algumas dicas simples, ele pode se tornar o vilão do seu site.

Não abuse de animações. Embora sejam atrativas, consomem muito processamento e podem confundir a navegação do usuário, tirando o foco de outras áreas importantes.

Muito código significa mais uso de banda, mais tempo para carregar um conteúdo, maior custo para manter seu hosting. Você pode agilizar o carregamento, hospedando imagens e arquivos mais pesados em um servidor com cache.

Assim, carregue os elementos ou áreas do seu site sob demanda, o que minimiza consideravelmente o tempo de download e maximiza a experiência do usuário com o site.

Muitas empresas definem a navegação em seus sites sem realizar testes e só vão resolver os problemas em um redesenho que pode demorar a acontecer. Também esquecem de incluir um sistema de busca – o usuário está muito acostumado a buscar o conteúdo; ele não fica mais procurando aquele link ou navegando desesperadamente. Ele busca: é mais fácil, é mais rápido, leva ele para onde ele deseja.

Não deixe de incluir nos seus projetos os testes de desempenho e impacto de carregamento em diferentes configurações de máquinas e conexões. Assim você minimiza o problema de perda de usuários e conhece eventuais limites técnicos. Pode, por exemplo, trabalhar em diferentes versões do site de acordo com o perfil do usuário.

Use web analytics para avaliar a navegação dos usuários e identificar o ponto exato de perda deles – assim você economiza muito tempo e saberá exatamente onde precisa resolver algum problema.

Não tenha receio de modificar o site. A web evolui, os usuários estão mais exigentes, você precisa estar antenado a tudo isso. Quanto mais você entender seu usuário e cuidar da qualidade de código e desempenho do seu site, mais retorno terá.

 

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